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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Resenha: Insurgente


Título: Insurgente
Série: Divergente
Autora: Veronica Roth
Páginas: 512
Editora: Rocco
Nota: 4/5
Se em Divergente foi em um crescente, espere até ler Insurgente e veja até onde vão as conseqüências de uma escolha.

A sequência do distópico Divergente começa após os acontecimentos terríveis do primeiro livro que deixou várias lacunas abertas e dúvidas sobre a tal “simulação” e os objetivos da cruel Jeanine Mathews. Se antes tivemos um panorama do que são as facções e o que algumas são capazes de fazer, agora que a verdade é revelada e o conflito político e ideológico entre elas se torna mais iminente.

Fico mais aliviado em saber que algumas continuações não sofrem da “maldição do segundo livro”. Insurgente só vem a acrescentar nesta história que me conquistou desde a primeira página de Divergente. Assim que chegou já fui direto para a futurística Chicago saber o que iria acontecer com Tris e Quatro e alguns segredos que seriam revelados aqui. O início realmente é um pouco mais lento, os personagens estão se readaptando e as DR’s entre os protagonistas são os pontos mais chatos do livro, que infelizmente, permanecem vez ou outra do início ao fim.

O que me agradou foi que podemos conhecer mais sobre o funcionamento de cada facção, inclusive a da Amizade que até agora era uma incógnita, eu mesmo não sabia muito sobre ela. Veronica Roth cria uma história onde não sei o que vai acontecer na próxima página, o ritmo do livro é algo cadenciado, mas sempre presente, acho que até mais que o primeiro. E os diálogos e atitudes dos personagens são incríveis, que me faz ficar revoltado e impressionado.

O final é uma BOMBA e que só saberei o que vai acontecer no derradeiro Allegiant que estréia nos EUA em outubro deste ano. E a adaptação para o cinema do primeiro livro é uma maiores promessas das telonas em 2014, pra você que não pode conferir ainda, veja o primeiro teaser-trailer:

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Resenha: Bruxos e Bruxas


Título: Bruxos e Bruxas
Série: Witch & Wizard
Autora: James Patterson e Gabrielle Charbonnet
Páginas: 288
Editora: Novo Conceito
Nota: 2,5/5

Para começar tenho que parabenizar nossa parceira a editora Novo Conceito pela ação de marketing em torno deste livro. Todos os parceiros começaram a receber correspondências anônimas em suas casas com mensagens de uma possível revolução e apelos de dois personagens que alegavam ser inocentes culpando “A NOVA ORDEM” de ser responsável por tudo. Quem recebeu ficou assustado, mas depois descobri que tudo fazia parte do espírito do livro, algo que só aumentou as minhas expectativas.

Bruxos e Bruxas é um daqueles livros que prometem muito, porém, falha na execução. O enredo traz dois irmãos com idades entre 15 e 17 anos que fazem parte de uma poderosa linhagem de magos e há uma profecia que diz que eles serão a salvação de todos nós. Ok, uma trama até que interessante e com ajuda do plot da “Nova Ordem” poderia ser melhor explorado a questão do totalitarismo do governo, as conseqüência do poder, o sofrimento causado e vários outros elementos (mais maduros) que faltaram. 

O que mais me decepcionou foram as atitudes e os diálogos infantis que os personagens desempenharam ao longo do livro. Esperava que jovens com a idade deles tomassem atitudes mais maduras. Um dos exemplos mais marcantes para mim foi quando a personagem Wisty diz que irá transformar um dos vilões em um “baratão”, sim, isso acontece!

Acredito que esta pode ser uma boa escolha para crianças com idade até uns 13 anos que estão começando a pegar o gosto pela leitura. Quanto a estrutura é um livro bem rápido de ler, com alguns momentos interessantes, pena que não foi pra mim. Mesmo assim, vou dar uma segunda chance para a série e conferir o segundo livro que deve chegar em 2014 no Brasil.


segunda-feira, 6 de maio de 2013

Resenha: Pandemônio

Título: Pandemônio
Série: Delírio
Autora: Lauren Oliver
Páginas: 304
Editora: Intrínseca
Nota: 3/5


















Sinopse: Dividida entre o passado — Alex, a luta pela sobrevivência na Selva — e o presente, no qual crescem as sementes de uma violenta revolução, Lena Haloway terá que lutar contra um sistema cada vez mais repressor sem, porém, se transformar em um zumbi: modo como os Inválidos se referem aos curados. Não importa o quanto o governo tema as emoções, as faíscas da revolta pouco a pouco incendeiam a sociedade, vindas de todos os lugares… inclusive de dentro.

“Achavam que amar era algo sublime. Mas isso foi antes de encontrarem a cura.”

"Em um mundo sem nenhum amor, é isto que as pessoas são umas para as outras: valores, benefícios e encargos, nada além de números e dados. Nós pesamos, quantificamos, medimos, e a alma é esmagada até virar pó." Pg. 117


Delírio foi um dos livros mais interessantes que li no ano passado e minhas expectativas para Pandemônio só aumentavam a cada dia. Um ano se passou e em março a editora Intrínseca publicou a sequência para a minha alegria e de muitos leitores fanáticos por essa intrigante história. Um medo que tinha era que Pandemônio caísse na maldição do segundo livro e o que ocorreu foram tombos e escorregões nesse receio clichê que costumamos ter ao ler alguma sequência.

O livro inicia na cena seguinte do final do livro anterior. Lena irá encarar desafios para sobreviver entre os inválidos e tanto ela quanto o leitor conhecerá os bastidores da sociedade “tão” perfeita e sobre a cura do amor deliria nervosa. Há dois períodos da narrativa que se alternam a cada capítulo: o antes e o agora. Essa foi uma alternativa arriscada, porém, neste caso foi genialmente utilizada. Novos personagens como o jovem Julian, filho do criador da ASD (América Sem Delíria) foi uma soma interessante para o elenco, e a corajosa Graúna e Prego representam papéis fundamentais e emocionantes para o enredo.

O ritmo no início é devagar, principalmente, no Antes. Já no Agora é acelerado. O que me deixou intrigado é que mais da metade do livro não acontece nada, como se a história tivesse parado no tempo. Ok, quem já leu sabe que Delírio não é uma distopia feita de vários momentos de ação como outros que estamos acostumados, e sim, focados no sentimento dos personagens e de detalhes que vão desde o brilho de um olhar a uma folha caindo de uma árvore. Mas, pelo título esperava algo muito maior do que foi apresentado. Um ponto que devo reconhecer é a explicação sobre o funcionamento da sociedade considerada curada e os inválidos e outras que prefiro não revelar.

Seguindo a fórmula do “jogo a bomba no final”, a autora deixou algumas questões que deverão ser respondidas no derradeiro Requiem (já lançado nos EUA), e que deverá chegar no Brasil ano que vem. Enquanto isso, torço para que o fim não sofra outro tipo de maldição e que faça jus a ideia fascinante de Lauren Oliver.

Quer saber como foi Delírio? Veja a resenha aqui.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Resenha: Despertar

Título: Despertar
Série: Watersong
Autora: Amanda Hocking
Páginas: 208
Editora: Planeta do Brasil
Nota: 3/5

Sinopse: Na pequena cidade litorânea de Capri, as turistas Penn, Lexi e Thea conseguiram chamar a atenção de todos, seja pelo fascínio ou pela apreensão. Tudo o que se sabe é que por onde passam existe uma energia no ar, algo sobrenatural, e que as garotas estão interessadas em ter a jovem Gemma em seu grupo. Gemma parece ter tudo, é uma nadadora incrível, está começando a namorar seu amigo de infância e se prepara para competir nas olimpíadasno futuro. Aos 16 anos, Gemma sabe que é feliz. Mas quando Penn, Lexi e Thea se interessam por ela, tudo fica prestes a mudar. Sua irmã Harper percebe que há algo de estranho com as garotas, mas será tarde demais para alertar Gemma? 


Infelizmente, conheço poucos livros YA sobrenaturais que exploram os seres mitológicos mais fascinantes para mim, sereias. A primeira experiência que tive foi com a série Sereias da autora Tricia Rayburn que me deixou frustrado com o pouco foco na mitologia e mais nos relacionamentos entre os personagens.

Em Despertar, a autora Amanda Hocking consegue criar uma trama interessante, redonda, sem muita enrolação, no entanto, ainda não é algo que sempre sonhei em ler. Durante a leitura percebi ao mesmo tempo em que os personagens e os fatos são apresentados, a autora não aprofundou tanto quanto esperava, faltou mais detalhes e o resultado é que tudo funciona automaticamente.

O enredo é previsível, sem surpresas ou revelações que me deixaram assustado. Um dos poucos pontos que gostei foi a explicação para a mitologia que permeia a vida das três vilãs da história. Mas será que isso é por conta do livro conter somente 208 páginas? Na minha opinião, tudo depende do que a autora quis revelar até agora. A série conta com três livros já lançados nos EUA, e o quarto está previsto para o segundo semestre deste ano. Ou seja, muitos livros para explicar poucas lacunas deixadas aqui.

O final do livro não me empolgou, o confronto é bem fraco perto do que poderia ser. Mesmo assim vou dar mais uma chance para a sequência Canção do Mar, espero que a autora consiga melhorar a escrita nos próximos volumes da série, pois, a idéia toda é interessante se for bem desenvolvida, e quem sabe chegar perto de ser uma série sobre esse tema digna de indicação e mais algumas estrelas.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Resenha: Lola e o Garoto da Casa ao Lado + Sorteio!

Olá pessoal, hoje uma resenha especial com sorteio para vocês :)


Título: Lola e o Garoto da Casa ao Lado
Autora: Stephanie Perkins
Páginas: 288
Editora: Novo Conceito
Nota: 4/5

Sinopse: A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.

Resenha: Stephanie Perkins ficou conhecida aqui no Brasil por Anna e o Beijo Francês, livro de estréia da autora, arrancou críticas positivas da blogosfera literária. Lola e o Garoto da Casa ao Lado lançado ano passado seguiu a mesma linha de sucesso.

Nunca tinha lido nada da autora, não tenho o hábito de ler histórias com romances “água com açúcar”, encontros e desencontros e fórmulas pré determinadas de vários livros deste tema. Me surpreendi muito com o que li, o modo como o texto se desenvolve é fluído, tão natural que quando me dei conta já estava preso e não conseguia largar. Os personagens são cativantes, excêntricos, emotivos, principalmente, Lola Nolan. Sem dúvida nunca tinha conhecido alguém tão estranha e interessante como esta protagonista, que não tem vergonha de usar suas roupas extravagantes, combinações coloridas e “retrô”.

Sua família que faz parte de um novo modelo familiar, sua melhor amiga é coreana, seu namorado é um rockstar, e o amigo de infância desenterra lembranças que ela gostaria de esquecer. Esses elementos são explorados no livro de uma forma leve, divertida, que me fez rir em diversos momentos, uma mistura que não força e convence o leitor. O final do livro é bem previsível, mas os caminhos que levaram a tudo isso valem a pena. Com certeza, irei procurar outros livros da autora, recomendado! 

SORTEIO DO KIT DO LIVRO



a Rafflecopter giveaway


REGRAS BÁSICAS:

- Os comentários deverão ser pertinentes a resenha! Comentários como: "Participando", "Quero muito ler", por exemplo, serão desconsiderados;
- Ter endereço de entrega no Brasil;

SOBRE O FORMULÁRIO:

- Like Livros entre Amigos on Facebook - Curtir a página no Facebook;
- Tweet about the giveaway - Tweet a mensagem do sorteio no Twitter e cole a URL do Tweet do sorteio no campo do formulário;
- Views Terms & Conditions - Você conhece essas e outros procedimentos do sorteio.

Boa sorte galera ;)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Resenha: Anjo Mecânico


Título: Anjo Mecânico
Autora: Cassandra Clare
Páginas: 392
Editora: Galera Record
Nota: 5/5
Sequência: Príncipe Mecânico (previsto para primeiro semestre de 2013).

Sinopse: Anjo mecânico apresenta o mundo que deu origem à série Os Instrumentos Mortais, sucesso de Cassandra Claire. Nesse primeiro volume, que se passa na Londres vitoriana, a protagonista Tessa Gray conhece o mundo dos Caçadores de Sombras quando precisa se mudar de Nova York para a Inglaterra depois da morte da tia. Quando chega para encontrar o irmão Nathaniel, seu único parente vivo, ela descobrirá que é dona de um poder que capaz de despertar uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das forças do submundo. 
 
"Às vezes - disse Jem -, nossas vidas mudam tão depressa que a mudança é mais rápida do que nossas mentes e corações".

Depois de Cassandra Clare conquistar milhares de leitores no mundo, e em breve, nos cinemas com a série Instrumentos Mortais, ela resolveu voltar um pouco atrás e contar a origem dos caçadores de sombras, como foram criadas as políticas de proteção, quem é do bem ou do mal e pontos que não foram explicados na saga de Clary e Jace.

Preciso dizer que estava com receio de ler Anjo Mecânico pelo fato de se passar no ano de 1878 em plena era vitoriana com uma mistura de Steampunk. Acreditava que a narrativa e os diálogos pudessem comprometer o entendimento da história, estava errado, me deixou mais interessado para conhecer essa atmosfera cinza com cheiro de óleo, sangue, metal e magia.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi a característica e a personalidade dos personagens. A autora consegue trabalhar com um grande elenco e explorá-los ao mesmo tempo, ou seja, sabemos quem é quem, de onde vieram, suas potencilidades tornado cada um relevante para a história. Foi difícil escolher um personagem favorito já que todos são tão bem construídos, principalmente a protagonista Tessa Gray, que apesar de ser uma garota solitária possui atitudes admiráveis ao longo do livro com coragem, inteligência, autenticidade e outras qualidades que mulheres daquela época não poderiam ter. Todos os caçadores de sombras são muito bem representados: Charlotte, Henry, Jessamine (sim, esse é um nome) de uma garota mimada e gata e pelo enigmático, intragável e arrogante Will e o seu oposto amigo bem mais compreensível Jem. 

Fica difícil não enxergar algumas semelhanças entre Instrumentos Infernais e Intrumentos Mortais, algumas características de locais, de personagens e até personagens aparecem aqui (leia e descubra). O enredo é bem explorado, com boas doses de ação, aventura, romance, e outros motivos que me fizeram refletir no final até onde vai a mente criativa de Cassandra Clare.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Resenha: Romeu Imortal


Título: Romeu Imortal
Autora: Stacey Jay
Páginas: 320
Editora: Novo Conceito
Nota: 1/5

Sinopse: Amaldiçoado a viver por toda a eternidade em seu espectro, Romeu, conhecido por seus modos rudes e assassinos, recebe uma chance de se redimir viajando de volta no tempo para salvar a vida de Ariel Dragland. Sem saber, Ariel é importante para os dois lados, os Mercenários e os Embaixadores, e tem o destino do mundo nas mãos. Romeu deve ganhar seu coração e fazê-la acreditar no amor, levando-a contra seu potencial obscuro antes de ser descoberto pelos Mercenários.

Resenha: Um dos maiores problemas de uma série é quando o autor cria algo interessante no primeiro livro, e na continuação perde-se todo o sentido. Infelizmente, Stacey Jay fez isso em Romeu Imortal.
Esse foi de longe um dos livros mais cansativos e decepcionantes que já li. Primeiramente, gostaria de dizer que esta é uma opinião pessoal sobre o que achei e senti da leitura. Não vou ser hipócrita a tal ponto de indicar um livro que me decepcionou. Lembro que tinha gostado de Julieta Imortal, primeiro livro dessa série. Não tenho nada contra a releitura que a autora propõe, os personagens e o plot me agradaram e até incentivei outras pessoas interessadas ou não darem uma chance para ele.
Assim que soube da sequência, Romeu Imortal, fiquei supreso e cheio de expectativas, já que a trama é narrada pelo próprio Romeu e imaginava que não teria tanto romance, declarações e fofurinhas e partiria para um vertente com mais ação, focada na batalha entre os Mercenários e os Embaixadores da Luz, pois é, achava...
Aconteceu tudo o que temia, o enredo não desenvolve, acredito que 85% do livro narra as sensações que Romeu tem ao tocar ou ver Ariel Dragland, os devaneios sobre o que é certo ou não, o que ele está fazendo, como se ele tivesse algum complexo de personalidade. Além de tudo se mostrou fraco e passivo em situações importantes, e o que mais me irritou foram duas contradições da história que seriam fundamentais mas, não exploradas.
Volto a dizer que essa foi uma opinião sobre o que eu achei sobre o livro. A autora até tenta salvar a trama no final, faltando umas dez páginas, porém, tudo havia se perdido no desenvolvimento e o desfecho se tornou irrelevante. A conclusão é que Julieta Imortal foi bem mais surpreendente, e apesar de ser narrado por uma garota não era focado tanto no sentimentalismo. Para quem gosta de romances com pouca água e muito açucar vale a pena conferir Romeu Imortal. 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Resenha: Legend - A Verdade se Tornará Lenda




Título: Legend - A Verdade se Tornará Lenda
Autora: Marie Lu
Páginas: 256
Editora: Prumo
Ano: 2012
Nota: 3/5


Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C., na atual República da América, conta a história de um rapaz – o criminoso mais procurado do país – e de uma jovem – a pupila mais promissora da República –, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda.



Um futuro cruel se revela no primeiro livro escrito pela autora Marie Lu. 

A história de Legend mistura uma  trama policial com distopia e o resultado foi satisfatório. Isso não quer dizer que não tenha  gostado, mas esperava muito mais diante de tantas recomendações positivas. Pra mim, Legend tem bons motivos para melhorar, o problema é que faltou algo chamado emoção. 

Os dois protagonistas, Day e June, são externamente o oposto. Day, o homem mais procurado, ladrão, pobre e luta para sobreviver. June, prodígio da República, rica, e sonha servir o seu país. Achei interessante o modo como June evoluiu ao longo do enredo, como a visão de mundo mudou quando se deparou com algumas situações, o problema é que na maioria das vezes, essa percepção, ou melhor aceitação da realidade tenha sido tarde demais em alguns casos. Day, já me agradou por ser mais sincero e heróico, os motivos que fazem ele ser o que é o torna mais humano, não tem como não se identificar com ele. 

A narrativa do livro foi algo que comprometeu as minhas expectativas. A impressão que tive é que os fatos eram narrados de forma mecânica, principalmente na visão de June. Em dois momentos que considero chocantes no livro, achei que seria relevantes, narrados com mais sentimento, porém, foram desprovidos disso, como se fosse algum tipo de investigação do CSI. 

Apesar de levantar esse pontos, Legend me agradou por ser um livro que me prendeu, os capítulos são curtos, tem ação a todo momento, a fórmula perfeita para quem procura um livro rápido. Espero muito mais de Prodigy que será lançado ainda esse semestre no Brasil, com mais emoção!
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